De Fraque e Cartola! Por Cid Boechat
Do jogo de ontem até lembranças de infância,de teorias da conspiração até a realidade dos bastidores, um espaço para falar de tudo que envolva o futebol e o FLUMINENSE.
Parabéns Fluzão.
Parabéns por ter dado ao Brasil seu primeiro estádio.
Por ter dado ao futebol brasileiro sua primeira competição internacional e seu primeiro gol.
Obrigado Fluzão por ter dado ao Brasil seu primeiro gol em Copas.
E sua primeira medalha olímpica.
E por ainda ser, mesmo passados quase 60 anos, o único detentor da Taça Olímpica em toda latinoamérica.
Parabéns Fluminense por ter dado as mais importates contribuições ao desporto nacional. Parabéns e obrigado.
Obrigado por Castilho, Pinheiro, Félix, Tiago Silva, Branco, Ricardo Gomes, Edinho, Romerito, Tim, Hércules, Welfare, Rivelino, Valdo, Samarone, Telê, Parreira e tantos e tantos outros.
Obrigado pela mais bela torcida e a mais gloriosa bandeira, das três cores que traduzem tradição.
“Meu coração acelera
Vendo o maraca cantar
Meu Fluminense, escuta esse povo
Que veio te apoiar.
Tricolor em toda terra
Amor igual não se viu
Canta feliz a torcida do clube
Mais amado do Brasil.”
Saudações tricolores!
Publicado por Cid Boechat
em 21.07.2008.

“Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.”
(Soneto da Fidelidade, Vinícius de Moraes)
Publicado por Cid Boechat
em 4.07.2008.
Tricolor, a esta altura você, claro, já sabe: perdemos a Libertadores.
Sobre o jogo, minha opiniao, de quem esteve lá: é no mínimo injusto querer colocar essa perda do título no mesmo saco da eliminação do Flamengo. Sem pilha ou rivalidade, amigos. O Flu perdeu nos pênaltis, pode ter falhado, mas caiu de pé, lutou enquanto aguentou. Não achou que estava ganho, levou a LDU a sério. Nossa derrota foi digna, o tanto quanto é digno perder.
Nenhum time que com 5 minutos de jogo está perdendo de 5×2 pode se dar ao luxo de ser soberbo, nem que quisesse.
E aí vem um ponto que senti claramente: como o Flu teve que correr (literalmente) atrás e a LDU jogou com o resultado desde o primeiro segundo de jogo, na prorrogação a Liga estava sobrando fisicamente. E isso se refletiu nas cobranças de penalti. Conca e Thiago Neves (partidaço, e diziam que ele pipocava em decisão), que correram igual malucos o jogo todo, perderam suas cobranças. Não tinham pernas.
(Permitam-me não falar sobre o Washington. Descofioi que ele jogou sem condições. Erro dele e da Comissão técnica).
Triste? Estou, claro. Mas não tenho raiva. Puto eu estaria se meu time tivesse pipocado. Puto, sim, eu fiquei com o Baldassi, o rei das artimanhas pra sacanear o time que quer prejudicar (quem é flamenguista, sabe). O Edilson tem muito que aprender com ele.
Tricolor: não tenha raiva, nem desista. Chegamos numa final de Libertadores, coisa que tem clube que não sabe o que é tem quase 30 anos (ps: Zico já é avô), com Renato, Fernando Henrique (como agarrou nessa competição) e Ygor. Convenhamos, não é pra qualquer um.
Ontem o Maracana viu uma das festas mais lindas de seus quase 60 anos. Digo sem medo de exagerar. E, até por isso, a grande sensação que ficou pra mim é a mesma sensação de morar no Rio de Janeiro e de ser brasileiro: um imenso, triste e inexplicável disperdício.
Se o preço de ter vivido a catarse impressionante dos jogos contra São Paulo e Boca foi perder ontem daquela forma, Eu passaria por toda essa tristeza de novo. Valeu cada segundo.
Eu acreditei, acredito e acreditarei. Sempre.
PS: Uma culpa se foi. Chorei por futebol.
Publicado por Cid Boechat
em 3.07.2008.
Eu carrego uma secreta culpa: nunca consegui chorar por futebol. Nem quando nosso time foi pra Série C. Nem quando foi campeão. Eu lembro bem do meu irmão mais novo com a voz embargada em 1996, quando o temor virou certeza. Mas eu não me permiti. Por mais que eu adore meu time e o esporte, não consigo chorar por isso, quando há tanta coisa mais importante na vida.
Mas dia 21, no Maracanã, vi uma imagem emblemática: um garoto de uns 12 anos chorando logo após o fim do jogo, embrulhado num cachecol do Fluminense, completamente estático. Filho dos piores tempos do Fluminense, ele não viu Romerito, ou o Casal 20, não viu o gol de barriga, não viu o Flu tricampeão carioca.
Mas viu o Vasco ganhar uma Libertadores, viu o Flamengo ganhar 6 cariocas em 10.
E mesmo assim, ele é tricolor o suficiente para chorar, impassível e imóvel, em choque, após uma semifinal de Libertadores.
É claro que sou suspeito pra falar, mas ouso afirmar categoricamente: nenhuma torcida no Brasil merece mais essa conquista. Nenhum clube dos 12 maiores do país teve, por própria culpa, tanto seu nome jogado na lama, sua torcida ridicularizada, sua história diminuída.
Aquele menino merece, e tantos outros como ele, que tiveram a personalidade de ir contra a maré, de não ser a maioria, de acreditar mesmo nos piores momentos.
Os trinta mil tricolores que, debaixo de um dilúvio e com as arquibancadas fechadas, lotaram a geral do Maracanã num jogo decisivo contra o Náutico na Série C merecem.
Só nós sabemos o que passamos.
Nunca me permiti chorar por futebol. Mas não sei se vou segurar se formos eliminados. Ou se seguirmos até o título.
Os tricolores merecem sua redenção.
Publicado por Cid Boechat
em 23.05.2008.
Muitos dizem que nós tricolores, estamos “marrentos” depois da vitória antológica contra o São Paulo.
Acho que ninguém está dizendo que o Boca não é favorito. Pelo que fez contra Cruzeiro e Atlas, eu, tricolor, afirmo com total convicção que o Boca tem 90% de chances de passar.
Mas tem gente que acha errado até nós tricolores SONHARMOS. Eu sonho, sim, em ver meu time eliminar o Boca e chegar numa final de Libertadores.
O time é meu, o sonho é meu, e isso ninguém, nem Ygor, Fernando Henrique e Renato podem me tirar até o dia 4.
Eu sonhei que meu time eliminava o SPFC no ultimo minuto de jogo (juro) e aconteceu.
Futebol é bom por isso. Porque apesar de ser talvez o mais injusto dos esportes, permite sublimarmos as porradas cotidianas da vida.
No futebol às vezes o pobre vence o rico, o fraco vence o forte, o pequeno vence o gigante.
Ás vezes, também, o humilde vence o arrogante.
Claro que posso ver meu sonho virar pesadelo. Mas até lá vou acreditar, vou vestir a camisa do Flu com orgulho e comemorar suas vitórias.
Houve um dia em que nossa expectativa era vencer um time de bombeiros pra sair de uma maldita terceira divisão. Agora vamos jogar um semi-final com o Boca.
Vou ficar feliz sim. Até porque sabe-se lá até quando vai durar.
O Flu não tem tradição em Libertadores? Mas tem tradição em ganhar jogos impossíveis, vencer favoritos, desafiar prognósticos, calar críticos. Sempre sofrido, sempre no finalzinho.
Aos torcedores de outros times nos felicitando, agradeço.
Aos invejosos, se roendo por dentro, só digo uma coisa: sabemos das nossas mazelas muito bem. Difícil achar uma torcida mais (auto) crítica. Mas isso não nos impedirá de acreditar até o fim. Até aos 48 do segundo tempo. Torcendo irracionalmente por um gol sobrenatural que trará a nossa redenção. Contra bombeiros ou contra Riquelme.
Isso é ser tricolor.
Publicado por Cid Boechat
em 23.05.2008.
… que disse pro David que ele tinha futuro como jogador de futebol?!?
E pior: quem foi SUPERGÊNIO que trouxe essa baranga pro Fluminense?
Publicado por Cid Boechat
em 12.05.2008.
No jogo desta terça, contra o Atlético Nacional da Colômbia, podemos dizer que 3 expectativas - cada uma com uma cor do querido pavilhão - cercam o torcedor do Fluminense:
A PAZ É BRANCA: O Flu decide seu confronto das oitavas com uma certa tranquilidade: venceu lá por 2×1. Mas conhecendo a história tricolor, é sempre bom colocar as barbas de molho de jogar com seriedade. Os toquinhos de lado e enfeitadinhas quando o jogo estava 1×0 para nós lá me incomodaram. Isto aqui é Libertadores, é batalha. A paz é branca, mas precisa ser mantida, às vezes, através da guerra - como tristemente nos mostrou George W. Bush.
O VIGOR É VERMELHO: Thiago Silva não joga. Por mais que Roger seja ídolo e um execelente profissional, não conheço um tricolor que não se preocupe com isso. O Melhor Zagueiro do Brasil é o ponto fundamental no delicado equilíbrio da nossa defesa, desguarnecida por um meio pouco combativo e pela nulidade chamada Ygor. Roger, o Sr. Mata-mata, não tem opção a não ser dar conta do recado.
A ESPERANÇA É VERDE: Dodô volta ao time titular. Apesar de não estar, obviamente, 100% em forma, é uma das melhoras notícias para nós. Primeiro, porque prenuncia que Renato será menos retranqueiro, e seu defensivismo nos custou, por exemplo, uma eliminação pelo Botafogo. Segundo, porque as duas melhores exibições do Flu no ano aconteceram com Dodô e Washington no ataque. E acho que o Coração Valente subirá de produção com um companheiro na frente.
De resto, é sair correndo do trabalho pra acompanhar, no Maraca, a Matinê da Libertadores. Nos vemos lá.
Publicado por Cid Boechat
em 6.05.2008.
O pior da decisão do Carioca sem o Fluminense não é nem assistir de camarote a possibilidade do Flamengo empatar com o Fluminense o número de títulos no estado. Até porque, pra mim, isso importa pouco. O Flu é o maior vencedor dos Cariocas realmente relevantes, e não esse arremedo de campeonato dos últimos anos (2008, então…).
O pior é ficar de coadjuvante na cidade. O Flu tem, nesses anos, a chance histórica de voltar a formar, com o Flamengo, a maior rivalidade do Rio. Este posto foi nosso até mais ou menos 1986, quando Eurico e Caixa D’água assumiram seus postos e trataram de dar um up no Vasco. Isso, somado à incompetência de vários presidentes do Flu, levou o Clássico dos Milhões a passar o Fla-Flu.
Agora, que o Vasco é uma caricatura de clube, nada mais natural que tomássemos de volta a vaga. Nós e o Flamengo estamos na Libertadores, temos, em tese, os dois melhores times. Tudo conspirando para uma polarização. E o que vemos? Fla e BOTAFOGO decidindo dois campeonatos seguidos! Com discussão, choradeira, juizagem metendo a mão, ou seja, todos os ingredientes de uma RIVALIDADE.
Não quero aqui dizer que o Fluminense estará na sombra do Botafogo, é impossível dado o diminuto tamanho dos nosso rivais, mas o pior de tudo, mesmo, é perder o bonde da história. De novo.
Publicado por Cid Boechat
em 29.04.2008.
Depois de uma quase pneumonia (pelo menos não foi Dengue), devagarinho estou voltando.
Vamos enfrentar o Nacional de Medellin na próxima fase. Podia ser pior (né Cruzeiro?), mas não quer dizer que vai ser moleza. Nem de longe. O time deles é abusado, jogou igual e pra frente contra o São Paulo no Morumbi e não empatou porque teve um gol anulado.
Claro, sou mais o Flu, mas moleza não é. Acho, inclusive, mais time que o América do México, que os chorões de Gávea já estão dizendo que é timaço. O maior empecílio é a viagem para a terra do Chapolim.
Publicado por Cid Boechat
em 24.04.2008.
Ganhamos do Vasco nos penais, mas Renato arriscou muito deixando todos os titulares em campo até o fim do jogo.
O Vasco, que não jogara no meio de semana, mexeu no time e veio com muito mais gás no segundo tempo.
Isso poderia nos custar o jogo, como quase custou, se não fosse o gol de Thiago Silva.
Renato disse que manteve o time todo em campo pois eles eram os melhores cobradores de penalidades máximas. Teve razão, o Flu acertou todas.
Mas sua opção quase fez com que não tivéssemos chance de batê-las.
Ser treinado pelo Renato parece às vezes brincar de roleta russa. Ele tem méritos, obviamente, mas o “Risco Renato” de fazer besteira está sempre presente.
Isso sem falar no “Risco FH”, que sábado apareceu de novo, quando nosso goleiro espanou uma bola fraquinha no pé do atacante vascaíno.
Pra mim uma tremenda falha.
Publicado por Cid Boechat
em 14.04.2008.